
Atividades manuais e rodas de conversa fortalecem vínculos e contribuem para o bem-estar dos participantes (Fotos: Débora Maia/Dicom Unitins)
Com o objetivo de promover acolhimento, bem-estar e fortalecimento dos vínculos entre os estudantes, o Núcleo de Apoio Psicossocial e Educacional (Nape) da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), Câmpus Augustinópolis, desenvolve a oficina terapêutica "Não é terapia, mas é terapêutico". A iniciativa oferece um espaço de escuta, convivência e expressão criativa por meio de atividades manuais realizadas quinzenalmente na instituição.
As oficinas reúnem acadêmicos de diferentes cursos em momentos voltados à produção de artes manuais, como crochê. Os participantes encontram um ambiente acolhedor para compartilhar experiências, construir amizades e conversar sobre os desafios da vida acadêmica.
A psicóloga do Nape e idealizadora do projeto, Ariane Carvalho, destaca que a proposta surgiu da necessidade de criar espaços de cuidado que ultrapassassem os atendimentos individuais. “A oficina nasceu da compreensão de que o cuidado em saúde mental também acontece nos encontros, nas trocas e no sentimento de pertencimento. Nem sempre as pessoas precisam de um espaço terapêutico formal; muitas vezes, precisam de um lugar seguro para estar, conversar, criar e perceber que não estão sozinhas em suas vivências. É nesse sentido que dizemos que não é terapia, mas é terapêutico”, afirmou.
Para o acadêmico do curso de Medicina, Luiz Miguel Dias Queiroz, a oficina trouxe benefícios que ultrapassaram o momento de lazer e contribuíram até mesmo para sua formação acadêmica. “Desde que comecei a fazer crochê, percebi mais firmeza e coordenação nas mãos. Isso acabou me ajudando em atividades práticas do curso, como a sutura. Além disso, a atividade me ajuda a relaxar e a lidar melhor com a rotina acadêmica”, relatou.
A acadêmica de Medicina, Paula Giovana Sá, também encontrou na oficina uma oportunidade de desenvolver habilidades e explorar a criatividade. “Eu já tinha vontade de aprender crochê há bastante tempo e a oficina me proporcionou essa oportunidade. Depois que comecei, não parei mais. Além de ser uma atividade muito prazerosa, o crochê se tornou um momento de relaxamento e uma forma de expressar minha criatividade”, destacou.
A oficina contribui para a construção de uma rede de apoio entre os participantes, fortalecendo o sentimento de pertencimento e reduzindo o isolamento vivenciado por estudantes universitários. A ação integra as estratégias desenvolvidas pela Unitins voltadas à promoção da saúde mental e ao fortalecimento do bem-estar da comunidade acadêmica.
