
Os docentes da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), Eliania Pereira Pinheiro e Rafael Furtado da Silva foram aprovados no processo de seleção para o doutorado na Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) e Instituto Federal do Tocantins (IFTO), ambos são professores do curso de Pedagogia/Câmpus Araguatins.
A docente, Eliania Pinheiro foi aprovada no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Biotecnologia/Rede Bionorte (PPGBIONORTE), por meio do IFTO. Eliania vai seguir a linha de pesquisa em Bioprospecção e Desenvolvimento de Bioprocessos e Bioprodutos, inserida na área da Biotecnologia. “Minha pesquisa aborda uma temática extremamente relevante, pois envolve o desenvolvimento de nanomateriais por meio de síntese verde a partir de recursos naturais da Amazônia. A pesquisa reforça o papel estratégico da biotecnologia no aproveitamento sustentável da biodiversidade amazônica e no enfrentamento de desafios contemporâneos, como o controle de microrganismos e a remediação ambiental”, explicou.
Eliania ressaltou ainda a importância da formação para sua carreira profissional. “Sendo bióloga e pedagoga, considero esse doutorado essencial para minha formação tanto como professora quanto como pesquisadora. Ele amplia minha visão interdisciplinar, permitindo articular conhecimentos científicos e práticas educativas, além de fortalecer minha atuação na produção e difusão do conhecimento, especialmente em temas relacionados à biotecnologia e à conservação da biodiversidade”, mencionou.
O docente, Rafael Furtado ingressou no Programa Interdisciplinar de Pós-Graduação em Estudos de Cultura e Território (PPGCult) da UFNT. “Estou realizando o doutorado e construindo uma pesquisa coletiva com as mulheres quebradeiras de coco babaçu do Bico do Papagaio/TO. A pesquisa do doutorado surge de uma percepção crítica e de uma sensibilidade a vozes de resistência que ecoam desse território situado entre rios e entre os babaçuais. O doutorado é fundamental para minha vida pessoal e acadêmica como docente da Unitins. Voltar à universidade como estudante é significativo para mim, porque ocupo esse espaço com histórias de sujeitos da minha família que não tiveram o direito ao ensino superior. Por isso, ocupar esse território é um ato de resistência e uma ruptura com um sistema que nega o direito à memória e à história da minha ancestralidade”, destacou.