
Por dois dias, acadêmicos, servidores e docentes participaram de uma programação voltada a criatividade e inovação (Fotos: Cyarla Barbosa/Dicom Unitins)
O Câmpus Araguatins da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) foi palco do II Festival de Criatividade e Inovação. Evento organizado pelo Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários (Proex), ocorreu nos dias 28 e 29 de abril levando uma programação diferenciada para acadêmicos, docentes, técnico-administrativos e comunidade externa da região do Bico do Papagaio.
Em alusão ao Dia Mundial da Criatividade e Inovação, comemorado no dia 21 de abril, o festival teve como objetivo incentivar a criatividade em diferentes níveis, individual e coletivo, promovendo um ambiente de troca de experiências e discussão sobre tendências nas áreas de criatividade, ciência, tecnologia, inovação, empreendedorismo e sustentabilidade.
Durante a ação, os visitantes participaram de exibições do Inovacine, feirinha de produtos e serviços, oficinas, espaço leitura, bate-papo com empreendedores e artistas locais, exposição de projetos e soltaram a imaginação no mural de criatividades e expressividades. Além disso, o festival contou com apresentações culturais organizadas pelo Coletivo de Cultura da instituição, Associação de Capoeira Arte Nossa Popular (Acanp) e pelos alunos da Escola Arte de Crescer.

Apresentação da Associação de Capoeira Arte Nossa Popular
Estiveram presentes no evento, o diretor da Proex, Fredson Vieira Costa, diretor do NIT, Jeferson Morais da Costa, coordenadora de Ambientes de Inovação e Parcerias, Mylena Costa Jacundá, coordenadora de Difusão Tecnológica, Priscila Cardoso dos Santos, assessor, Caio William Barcelos Santos, e o articulador NIT/Câmpus Araguatins e Augustinópolis, Aristótheles Pantoja de Almeida.
O momento também contou com a participação ativa de acadêmicos, servidores e professores do Câmpus Araguatins, além da atuação de estudantes da Escola Municipal São Vicente Ferrer, Colégio Estadual Leônidas Goncalves Duarte e Escola Estadual de Tempo Integral Professora Oneide da Cruz Mousinho.
Para o diretor do NIT, Jeferson Morais da Costa, o II Festival de Criatividade e Inovação teve o objetivo de fomentar atividades que já são desenvolvidas na instituição. “Com muita alegria nós estivemos no Câmpus Araguatins, trazendo essa grande ação que tem como foco incentivar e também reconhecer as ações que já são realizadas na nossa comunidade da Unitins. Nós convidamos a comunidade externa, interna, nossos discentes, professores e servidores para poder vivenciar um pouco do que é a inovação e a criatividade. No dia 21 de abril, é celebrado o Dia Mundial da Criatividade e Inovação e a Unitins não podia ficar de fora disso. Por isso, em 2025, nós fizemos a primeira edição do festival e agora trouxemos a segunda edição para Araguatins. Estamos muito felizes com os resultados, porque a comunidade realmente abraçou a ideia”, mencionou o diretor do NIT.

Momento de criação do mural de criatividades e expressividades
“Essa segunda edição do Festival de Criatividade e Inovação faz com que a universidade desenvolva na comunidade acadêmica um senso crítico voltado à cultura no território, empreendedorismo e todo o ecossistema de inovação no Tocantins. Essa edição sendo executada no Câmpus de Araguatins demonstra a preocupação do NIT e de toda a universidade com a descentralização das ações e o fomento, levando em consideração nossa capilaridade no estado, para que possamos ter um Tocantins cada vez mais empreendedor, criativo, inovador, cultural e com responsabilidade socioambiental. A Proex se alegra por poder contribuir com ações desse tipo na universidade e junto à comunidade. A comunidade de Araguatins deu um show na participação em todas as ações desenvolvidas nesses dois dias de festival”, comentou o diretor da Proex, Fredson Vieira Costa.
A coordenadora de Ambientes de Inovação e Parcerias do NIT, Mylena Costa Jacundá, pontuou a participação ativa da comunidade e a importância do evento para o desenvolvimento científico na região. “A II edição do Festival de Criatividade e Inovação da Unitins, foi um momento bonito e importante de compartilhamento de ideias inovadoras, potencialidades acadêmicas e expressividades culturais. O evento, com um formato aberto e livre, oportunizou discussões sobre empreendedorismo inovador e sustentabilidade, evidenciando como a formação acadêmica precisa dialogar continuamente com a realidade social. Sabemos o quanto é fundamental que os acadêmicos de Letras e Pedagogia, que vivenciam a linguagem, educação e a formação humana, também busquem compreender o universo da ciência, tecnologia e da inovação como algo essencial para a sua formação crítica e criativa. Com isso, esperamos que os participantes do festival tenham se inspirado ao longo das atividades e que se sintam ainda mais legitimados a pensar criticamente o mundo. Aproveito para destacar a relevância das parcerias com as escolas públicas que estiveram conosco durante todo o evento, pois a disseminação do conhecimento científico-tecnológico não pode começar apenas no ensino superior”, destacou.

Alunos e professores da Escola Arte de Crescer
“O festival reforçou o compromisso da universidade com a formação integral e conectada à realidade. Iniciativas como o II Festival de Criatividade e Inovação ampliam as possibilidades de aprendizado ao promover a interação entre ensino, pesquisa, cultura e comunidade. É gratificante ver o câmpus se transformar em um espaço de troca de saberes, onde nossos acadêmicos, servidores e a comunidade externa podem vivenciar experiências que estimulam o pensamento crítico, a criatividade e o espírito inovador. Esse tipo de ação fortalece o papel da universidade como agente de transformação social e desenvolvimento regional”, afirmou o diretor do Câmpus Araguatins, Sérgio Mendes.
Exposição de projetos, oficinas e atuação acadêmica
Com uma programação recheada de projetos e atividades inovadoras, o festival buscou unir e inspirar os participantes em oficinas e exposições dinâmicas que impulsionaram a produtividade científica. As oficinas tiveram como tema: Criando conteúdos educativos midiáticos sustentáveis, com a influencer, Ivanna Azevedo, Educação Maker na prática: do plano de aula à utilização de metodologias ativas na sala de aula, ministrada pelos membros do projeto Laboratório Maker de Soluções Pedagógicas (MakerEdu) e a oficina Bunitins/Percussão sustentável e criação de instrumentos, com o servidor da Unitins, Alessandro Billy.
Entre as exposições, o Projeto Meninas e Mulheres Inovadoras apresentou a biografia de mulheres que fizeram história na ciência e inovação, o projeto Correntes de Saberes levou ações de realidade virtual e quiz educativo sobre Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e participação feminina na Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), e a exposição de artes dos acadêmicos do 3º período de Pedagogia, Geovanna Martins e Denilson Lima, apresentou quadros, desenhos e bonecas Abayomi, produzidos durante as oficinas “Arte em tela e bonecas ancestrais: raízes e ancestralidade Afro-Brasileira” e “Identidade em traços: a arte como linguagem de si”.

Desenvolvimento das oficinas "Arte em tela e bonecas ancestrais: raízes e ancestralidade Afro-Brasileira” e “Identidade em traços: a arte como linguagem de si”
“Minha participação no II Festival de Criatividade e Inovação realizado na Unitins, foi marcada por uma oficina cheia de significado sobre as bonecas afro-brasileiras, conhecidas como bonecas Abayomi. Fiquei à frente da oficina, conduzindo a atividade e conversando com os participantes sobre a importância dessas bonecas, que representam a identidade negra, ancestralidade e a cultura. Junto com os alunos e os professores que acompanhavam o Colégio Estadual Leonidas Goncalves Duarte, confeccionamos as bonecas, e a participação deles foi muito especial. Foi possível perceber o envolvimento e o interesse de todos, valorizando a arte feita por eles mesmos. As bonecas Abayomi se tornam símbolos de resistência e afeto, mesmo sendo feitas de papel reciclável, carregam um significado muito grande, mostrando que materiais simples também podem expressar histórias, identidades e cultura. Foi um momento de troca, aprendizado e fortalecimento da nossa história” comentou o acadêmico, Denilson Lima.
Já a discente Geovanna Martins desenvolveu a oficina “Identidade em traços: a arte como linguagem de si”, também com estudantes da rede municipal. “Essa foi minha primeira experiência em ministrar uma oficina na universidade. O curso de Pedagogia é capaz de abranger uma ampla possibilidade e ideias para serem pensadas e trabalhadas, como por exemplo a arte, expressividade, sensibilidade, criatividade e espontaneidade do ser. Sendo assim, a oficina foi pensada especialmente na junção de todas essas vertentes, interligadas a um único propósito, identidade e personalidade. Foi uma experiência mágica e gratificante, pois lidar com todos à minha volta, no coletivo, ensinar, compreender e aprender com eles também foi especial. A arte pode ser entendida de várias formas, então o sentimento para mim é o melhor que se pode absorver diante da arte. Ao final da oficina tive resultados maravilhosos, as artes foram organizadas e expostas na parede do corredor da universidade no dia do festival, para mostrar aos visitantes, acadêmicos e convidados, os resultados que foram entregues”, explicou a acadêmica.

Acadêmica Geovanna Martins e estudantes do Colégio Estadual Leônidas
Ao longo dos dois dias de programação, o II Festival de Criatividade e Inovação da Unitins se consolidou como um espaço de integração, aprendizado e valorização das potencialidades locais, evidenciando a importância de iniciativas que aproximam a universidade da sociedade. Com forte participação do público, o evento reafirmou o papel da universidade na promoção do conhecimento, cultura e inovação, contribuindo para a construção de um ambiente mais criativo, colaborativo e comprometido com o desenvolvimento sustentável da região.
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