
Com temas voltados para a inclusão e internacionalização, os paineis contou com grande participação da plateia (Foto: Nonato Silva/Dicom Unitins)
A Semana Integrada 2025/2 da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) teve continuidade na tarde desta terça-feira, 29, com dois painéis temáticos voltados à reflexão sobre o papel institucional da universidade frente aos desafios contemporâneos da educação superior.
O primeiro painel, com o tema “Conexões que transformam: universidade inclusiva, ODSs e o compromisso social Unitins”, reuniu a professora doutora Patrícia de Aquino Prudente (mediadora), a professora mestre Michelle Zukowski e o professor mestre Fabian Serejo. As falas abordaram desde a atuação da Unitins na Agenda 2030 da ONU até o fortalecimento de políticas institucionais de inclusão e equidade.
Patrícia destacou o protagonismo da universidade no cenário nacional e internacional, especialmente por integrar a UNFCCC como universidade observadora do clima na ONU, a única estadual brasileira com esse status. Fabian Serejo pontuou a necessidade de formar sujeitos críticos, preparados para contextos desiguais e complexos. Já Michelle Zukowski defendeu que sem equidade, não há inclusão: “Tratar todos de forma igual é injusto. É preciso enxergar o que cada um precisa para alcançar o mesmo ponto de partida”, destacou.
Curricularização e internacionalização como instrumentos de transformação
Em seguida, o painel “Educação sem fronteiras: internacionalização e curricularização a serviço da transformação social” foi mediado pela vice-reitora da Unitins, professora doutora Darlene Teixeira Castro, e contou com as participações do diretor de Extensão da Unitins, professor Fredson Vieira Costa, da diretora de Assuntos Internacionais (Drint) da Unitins, professora doutora Patrícia de Aquino Prudente, e da professora Lívia Zanholo Santos, que integra a Drint.
A vice-reitora ressaltou a crescente atuação da universidade em redes nacionais como a Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais e o reconhecimento da Unitins como referência na curricularização da extensão. “Somos procurados por outras instituições para compartilhar nossas experiências. Isso reforça a qualidade do que estamos fazendo aqui”, afirmou.
O professor Fredson Vieira apresentou um panorama histórico da extensão universitária no Brasil e os desafios para consolidar sua curricularização. Destacou a necessidade de ampliar o financiamento, valorizar institucionalmente as práticas extensionistas e evitar a burocratização dos projetos. “A extensão é diálogo. É conexão com o território. E precisa ser tratada com o mesmo peso que ensino e pesquisa”, defendeu.
A docente Patrícia de Aquino reforçou o papel da internacionalização como vetor de transformação social e cidadania global. Destacou parcerias com instituições estrangeiras, projetos com a ONU, intercâmbios e ações multiculturais desenvolvidas em parceria com a extensão. “Internacionalizar é também levar o Tocantins para o mundo”, afirmou.
Já a professora Lívia Zanholo apresentou caminhos práticos para internacionalização do currículo, com foco em ações que podem ser desenvolvidas na rotina de sala de aula. “Nem todo aluno poderá ir para o exterior, mas todos podem vivenciar a internacionalização aqui dentro, de forma acessível e significativa”, explicou. Ela também lançou o curso EMI (Inglês como Meio de Instrução), voltado a docentes interessados em integrar práticas internacionais às disciplinas de graduação.
Avaliação: momento de renovação e sentido coletivo
Professor do Câmpus Paraíso, Maurício Hashizume, também destacou a importância do evento para fortalecer o senso de pertencimento institucional. “A formação é importante para trocar ideias, encontrar pessoas e começar o semestre com mais organização estratégica. A gente está comemorando um ano da entrada no concurso, então esse é também um momento de renovar o sentido de grupo, de instituição. Como cada um atua em um campus diferente, não é tão simples encontrar todo mundo. E nesses momentos é que conseguimos construir um sentido coletivo mais forte da universidade”, avaliou.
Com temas estruturantes e auditório cheio com cerca de 240 professores, os dois painéis marcaram as atividades vespertinas da Semana Integrada 2025.2, reforçando o papel da Unitins como instituição pública conectada aos desafios regionais e globais da educação superior.




