Interiorização da Agenda 2030 da ONU é tema de roda de conversa no Câmpus Palmas

A atividade faz parte dos preparativos para a COP 30, na Amazônia Legal

carlos bayma DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 01/11/2023 07:53

Professora Patrícia Nogueira Rinaldi Victal durante palestra (Fotos: Carlos de Bayma/ Dicom Unitins)


A Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), por meio da Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários (Proex), promoveu na tarde dessa terça-feira, 31, no Auditório do Câmpus Palmas, uma roda de conversa com o tema “Interiorização da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e a COP na Amazônia Legal”. A atividade foi transmitida ao vivo e está disponível no Canal da Proex/Unitins no YouTube.


Sob a mediação do professor doutor João Aparecido Bazzoli, do curso de Direito da UFT, a roda de conversa contou com a participação da professora doutora Patrícia Nogueira Rinaldi Victal, do curso de Relações Internacionais da Facamp; da superintendente de Gestão de Políticas Públicas Ambientais da Secretária de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Tocantins (Semarh), Marli Teresinha dos Santos; e da participação virtual do professor doutor Cláudio Acioly Júnior, do Instituto de Estudos de Habitação e Desenvolvimento Urbano da Erasmus University Rotterdam.

 

Em sua fala, a professora Patrícia Nogueira Rinaldi Victal abordou “Diálogos Amazônicos: internacionalização para a COP 30” e discorreu sobre os três “is” da Agenda 2030: internalizar, interiorizar e internacionalizar. Patrícia reforçou a necessidade de todos os setores da sociedade estarem unidos para enfrentar tamanhos desafios. “São as ações locais que vão se configurar numa mudança internacional e cada solução local contribui para as grandes resoluções”, pontuou.


O professor João Bazzoli explicou que, “de fato, a Agenda não chegou como deveria chegar aqui no Tocantins. Mas eu acredito que agora, dentro desse processo no qual estamos planejando trabalhar em parceria, vamos ampliar nossas ações. É um caminho que temos buscado e temos obtido, por meio dos eventos que estão acontecendo, adesão de professores, alunos e da sociedade em geral. Sobre a COP 30, nós temos a necessidade de sermos protagonistas nesse evento. Acho que isso tudo tem feito com que as pessoas tentem compreender a Agenda COP, e que possamos avançar. Mesmo porque é uma questão de sobrevivência. Se não tivermos o planeta para habitar, o ser humano não estará aqui. A Terra precisa ser preservada”.


“É uma forma de estabelecer um diálogo. Temos também que levar as nossas especificidades. O olhar dispensado à Amazônia Legal precisa ser bastante melhorado, até pelo contexto territorial, pois temos 59% do território nacional, embora tenhamos uma população baixa, em relação a outros centros, temos aqui uma riqueza que é da preservação e, inclusive, vai influenciar na questão global. É possível preservar, manter o respeito pelo planeta, pelas futuras gerações. Muitas cidades dessa Amazônia têm uma série de problemas e precisam ser vistas no sentido de que precisamos de saneamento, habitação digna, emprego. É preciso trabalharmos nessa perspectiva do fortalecimento. Quando falamos da Amazônia Legal no Sul e Sudeste, veem só desmatamento, queimadas, e veem só a floresta como se não houvesse cidades. A Amazônia Legal possui mais de 700 cidades, e temos que fazer uma reestruturação necessária para que tenhamos uma urbanização integrada respeitando o meio ambiente, e a maioria desses municípios têm precariedade de arborização”, pontuou Bazzoli.

 

Falando sobre o Tocantins competitivo e sustentável, com baixa emissão de gases, visando os ODS da Agenda 2030, Marli Teresinha dos Santos explicou que “o nosso grande desafio é fazer com que essa ação seja efetiva, e que tenhamos recursos financeiros para a implementação. Não é uma panaceia, não vai resolver todos os problemas, e temos desafios grandes, em termos de mudanças climáticas que vamos viver proximamente aqui no Tocantins. Áreas de calor intenso, ondas de calor, secas em determinadas regiões, chuvas e alagamentos em outras, e vamos precisar de muita resiliência, de um projeto de adaptação muito significativo, e vamos precisar envolver todo mundo nesse processo. Mas, se formos bastante polidos, transparentes, podemos sair desse processo mais seguros e com mais qualidade de vida”.

 

Marli Teresinha dos Santos alando sobre o Tocantins competitivo e sustentável


Marli Teresinha também mencionou alguns obstáculos que precisam ser superados, como a dificuldade em “convencer as pessoas que estamos transacionando um gás que ninguém ver, que ninguém cheira, e difícil de calcular. De modo que é muito difícil de convencer os tomadores de decisão. Mas, é um desafio que estamos enfrentando e estamos conseguindo graças ao momento em que estamos vivendo”.


Atento e participativo, o coordenador do Herbário da Unitins (Huto), professor Eduardo Ribeiro, destacou que “o mundo todo está discutindo as questões do COP 30. E a Unitins, que desenvolve uma série de ações que convergem com os ODSs, faz parte dessa discussão. Do mesmo modo, nós da Diretoria de Pesquisa Agropecuária, já desenvolvemos algumas ações contextualizadas. Esse encontro foi bom para entendermos de que maneira podemos inserir essas atividades no pacote de ações que a universidade e o Estado vão apresentar na COP. Uma palestra extremamente importante, pois além da oportunidade de entender, aprender, o funcionamento, como podemos inserir, poder ampliar nossos horizontes, nossas ações, e melhorar a informação das ações para que, de fato, cheguem à COP”.


A pró-reitora de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários da Unitins, professora doutora Kyldes Vicente Batista, se mostrou bastante satisfeita com a realização da roda de conversa. “Esse evento é uma ação que está sendo movimentada pela Unitins, e a Proex está bastante envolvida devido as nossas ações e projetos, e a busca pelo selo ODS. Temos a movimentação de professores e alunos, da nossa equipe. É mais uma ação que demonstra nosso alinhamento com as questões relacionadas às nossas responsabilidades com os ODS”, arrematou. 

 

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