Em reunião com representantes estudantis, reitor anuncia reajuste de bolsas

Próximo pagamento, previsto para março, terá valor equiparado ao praticado pelo CNPq

JULLY ANNA SANTOS E SANTANA Gestão 27/02/2023 16:30

 

A Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) confirmou o reajuste retroagido a fevereiro de 2023 das bolsas de pesquisa e iniciação científica vinculadas ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Além disso, as bolsas ofertadas pela Unitins, vinculadas à Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, serão igualmente equiparadas. Em reunião com o reitor da Unitins, Augusto Rezende, os representantes estudantis receberam as novidades sobre o aumento do valor pago a bolsistas envolvidos nos projetos de pesquisa. O encontro aconteceu na sexta-feira, 24, no Câmpus Palmas e pelo Google Meet com todos os representantes dos estudantes.

 

O presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Paulo Ricardo Melotto, contou que a reunião foi convocada porque o Governo Federal anunciou o aumento nas bolsas do CNPq no dia 16 de fevereiro, logo em seguida a tabela foi publicada no Diário Oficial. “As bolsas do CNPq estavam congeladas desde 2013, ou seja, há dez anos, e houve esse reajuste de 75% agora. É muito importante que a Unitins possa acompanhar esse movimento justamente porque as bolsas são essenciais para muitos dos nossos estudantes, não só como incentivo, mas também para sustento próprio e de suas famílias. Esse aumento nas bolsas também pode contribuir muito para que a nossa universidade cresça ainda mais em pesquisa”, completou Melotto.

 

Segundo o reitor, a adequação é justa e reconhecida pelo Governo Federal e pelo Estado do Tocantins. “O próximo edital que está prestes a sair em abril já inicia com esse valor equiparado de R$ 700, também com a possibilidade de aumentar a oferta de bolsas disponíveis por edital”. Os acadêmicos bolsistas dos programas em andamento já receberão com reajuste no próximo mês.

 

Estão inclusos o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti), o Programa Institucional de Iniciação Científica nas Ações Afirmativas (Pibic-Af) e o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica para o Ensino Médio (Pibic-Em).

 

Pesquisa

A pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Ana Flávia de Gouveia Faria, aproveitou o momento para explicar como funciona o processo para receber os recursos da União e do Estado que serão destinados às pesquisas.  “Hoje, na Unitins, nós temos dois fomentos de bolsas: um do CNPq, que é do Governo Federal, e outro do Governo do Estado, da Unitins. No CNPq funciona assim: a instituição manda o projeto pedindo a cota de bolsas de acordo com o número de alunos, de cursos e do perfil dos orientadores da universidade, e aí cabe a aprovação do CNPq, nós passamos por essa avaliação anualmente. No fomento do Estado, nós buscamos deixar as normas e regras o mais parecido possível, inclusive nos reajustes, para que as bolsas de todos os acadêmicos que participam da iniciação científica sejam equiparadas”.

 

No ano passado, a Propesq ofereceu bolsa para Ensino Médio como piloto de um projeto de incentivo para estudantes que já demonstram interesse pela pesquisa antes mesmo de acessar a academia. “Foi muito bem-sucedido. Agora queremos expandir, marcar a presença da Unitins ao nosso futuro aluno, dentro da linha da inovação, da criatividade, do empreendedorismo e da pesquisa”, completou o reitor.

 

Paulo Ricardo Melotto,  a pró-reitora Ana Flávia de Gouveia Faria e o reitor da Unitins, Augusto Rezende, durante reunião  


 

O reitor trouxe, ainda, outras boas notícias aos representantes estudantis e afirmou que a motivação é especial. “A certeza que a gente tem é de estar ajudando a construir um espaço melhor do que o que a gente recebeu, isso é o que nos motiva”. O gestor revelou que também foi representante estudantil quando ainda estava na universidade e compartilhou a alegria de poder anunciar essa conquista do aumento das bolsas. “São sementes que são plantadas e, com o tempo, dão bons frutos”.

 

O reitor pediu que a equipe da Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários (Proex) refaça os cálculos para incluir o aumento às bolsas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Extensão (Pibiex), Extensão em Movimento, Monitorias e Estágio Não-obrigatório, também retroativos ao mês de fevereiro. O documento tem prazo de três semanas para apresentação, para que a Reitoria possa verificar a possibilidade junto ao orçamento.

 

“A vontade é fazer todos os anúncios e conseguir todos os avanços, contudo temos que ter responsabilidade com o orçamento, existem outras despesas operacionais. Para colocar aqui eu tenho que tirar de algum lugar, eu preciso ver qual impacto vai gerar e de onde posso tirar. Fica o nosso compromisso do estudo e da priorização”, afirmou o reitor.

 

Ana Sarah Silveira Barbosa, representante do Centro Acadêmico de Engenharia Agronômica e estagiária do Complexo de Ciências Agrárias (CCA), reforçou o pedido pela inclusão dos demais programas no reajuste. “Olhem com carinho para o pessoal da extensão, para os estagiários. Pelo menos para a Agronomia foi ótimo esse estágio, uma porta se abrindo”.

 

Segundo a pró-reitora de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários (Proex), Kyldes Batista Vicente, novas oportunidades para os estudantes serão publicadas nos próximos editais. “Esse alinhamento é interessante porque precisamos continuar sensíveis ao bem-estar de todos os estudantes”.

 

 

O reitor Augusto Rezende e a pró-reitora Kyldes Batista Vicente também anunciaram mudanças para as bolsas de Extensão


 

ÔNIBUS

O reitor aproveitou a oportunidade para reafirmar o compromisso da Unitins com relação aos ônibus disponibilizados aos alunos e reafirmou a chegada de um novo ônibus até o mês de maio. O custeio do combustível passou a ser incluído no orçamento da instituição, além dos ônibus, do motorista e sua diária. Agora, os alunos que precisarem sair do Estado para participarem de eventos acadêmicos ficam responsáveis apenas pelo pagamento de pedágios.  

 

Para tornar tudo isso possível é preciso que os cursos sigam a regra estabelecida para o uso consciente do bem público. Cada curso tem uma liberação por ano, isso significa que Centros Acadêmicos e Atléticas precisam deliberar juntas quais eventos anuais são mais relevantes, com a participação de seus representados, além de apresentar solicitação com antecedência para agendamento e organização da escala.  

 

EVASÃO

O pagamento das bolsas, assim como seu reajuste, contribui em outros aspectos, para evitar a evasão. O acompanhamento do Núcleo de Apoio Psicossocial e Educacional (Nape) existe para entender os motivos que levam os alunos a desistirem da graduação e respalda o reajuste das bolsas. Isso porque o trabalho da equipe aponta as necessidades que os acadêmicos têm para permanecer engajados com a universidade.

 

“Nós temos observado essa questão da evasão com muito zelo e critério, acredito que não sou nem um pouco exagerado de chamar a evasão de uma ferida. E nós podemos romper esse ciclo e transformar a vida das pessoas. Existe um edital da assistência estudantil que prioriza os acadêmicos que tenham dificuldades de sustento e locomoção. Chegaram casos, por exemplo, de acadêmicos que ficaram três anos na faculdade, frequentavam as aulas todos os dias, e no último ano, no ano de estágio, no ano de formatura, ficaram sem recursos de ir ao campo de estágio e abandonaram. É mais caro para a Unitins perder esse aluno do que conceder um auxílio para poder terminar o curso”, arremata o reitor.

 

Reunião aconteceu com representantes estudantis de todos os câmpus

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