Internacionalização é tema da roda de conversa no segundo dia da Semana Integrada 2023/1

Roda de conversa contou com dois painéis, Internacionalização em casa: algumas possibilidades curriculares e Metodología COIL: Desarrollo de la Internacionalización Curricular Colaborativa y las Competencias Curriculares

Ruy Bucar EDUCAÇÃO 24/01/2023 14:11

Teve continuidade nesta terça-feira, 24, a programação da Semana Integrada 2023/1, da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), com a roda de conversa sobre internacionalização, abordada em dois painéis. “Internacionalização em casa: algumas possibilidades curriculares" e "Metodología COIL: Desarrollo de la Internacionalización Curricular Colaborativa y las Competencias Curriculares". O evento que teve início nesta segunda-feira, 23, marca a retomada das atividades letivas da universidade.

 

No primeiro painel, a roda de conversa abordou o tema “Internacionalização em casa: algumas possibilidades curriculares”, conduzido pela professora doutora Luciana Cabrini Simões Calvo, da Universidade Estadual de Maringá (UEM-PR). A mediação ficou por conta da professora doutora Patrícia de Aquino (Unitins).
 

Luciana Cabrini iniciou sua explanação apresentando o conceito de internacionalização. “Processo internacional de integração de uma dimensão internacional e intercultural no currículo formal e informal para todos os estudantes em ambientes domésticos de aprendizagem”, pontuou.

 

Em sua fala, a professora destacou a importância de valorizar e promover iniciativas em várias línguas estrangeiras, inclusive o português como língua internacional. A professora deu enfoque maior ao inglês, em função da sua importância internacional e apresentou vários exemplos de uso EMI, que é a utilização do inglês para ensino e aprendizagem de conteúdo entre professores e alunos que compartilham do mesmo ou de diferentes contextos linguístico-culturais. Com base em dados observados em duas pesquisas com professores do Paraná, em que ela participou, a professora citou vários exemplos motivadores para o uso da metodologia EMI.

 

Uso ou prática da língua; status do inglês no mundo e no cenário acadêmico ou área de estudo; internacionalização; preparar alunos para experiências acadêmicas e profissionais no exterior e no Brasil; praticar a língua e ajudar a superar a barreira linguística; atrair alunos estrangeiros; preparar alunos para outras interações na língua e internacionalização em casa, foram alguns dos motivos apresentados pelos entrevistados.  


A professora ainda abordou intercâmbio virtual de aprendizagem e enfatizou que a internacionalização está dentro da compreensão da educação global. “A educação global é uma maneira da gente olhar o que está acontecendo no mundo para intervenção local, integrando as multiperspectivas”, ressalta, recomendando que a internacionalização deve ser multidirecional, multicultural e multilíngue. “Para ser realmente internacional, a universidade não deve apenas adotar uma abordagem internacional para a língua Inglesa (perspectiva do inglês como língua franca – ILF), mas também ser multilíngue”, defende.   

No segundo painel foi abordado o tema “Metodología COIL: Desarrollo de la Internacionalización Curricular Colaborativa y las Competencias Curriculares”, com a professora mestre Beatriz Baroni, da Universidad de Flores (Buenos Aires – Argentina). A mediação foi conduzida pela professora Fabrinny Pereira (Unitins).

 

A professora Beatriz fez uma apresentação da metodologia COIL (Collaborative Online Internacional Learning) que ela considera uma ferramenta que facilita o processo de internacionalização pelas possibilidades colaborativas. O COIL é conceituado como uma modalidade de ensino e aprendizagem online de forma colaborativa entre professores e alunos em disciplinas comuns, de universidades de distintos países.   

 

 

A professora citou que na Universidade de Flores, no momento, tem 70 brasileiros integrados em programas de pós-graduação. Para ela, o idioma é fundamental, pode ser uma barreira, mas também uma ponte para a internacionalização. Beatriz salienta que a primeira característica do COIL é a conexão com uma perspectiva de continuidade, criando possibilidades de trocar experiências, conhecimentos, aprendizagem. Para a professora, a cultura é uma palavra muito importante nesta metodologia. “Sou uma grande fã dessa metodologia pela possibilidade de trabalhar junto, projeto conjunto, diferente de intercâmbio ou classe espelho”, ressalta.

 

As debatedoras responderam diversas perguntas, reforçando a abordagem dos temas propostos. “Acho que um dos pontos de partida é a preparação, mínima que seja, de professores e alunos no inglês. Trazer professores nativos preparados especificamente para o desafio, seria muito bom”, declarou o professor André Oliveira, ao final dos painéis.

 

O professor Rubens Martins da Silva, Câmpus Palmas, lembrou que nesta terça-feira, 24, é Dia Internacional da Educação, que, segundo ele, “está em destaque em razão das excelentes reflexões oportunizadas pela Unitins”, declarou, em mensagem postada chat, durante o debate. Alguns participantes ainda lembram que o Centro de Idiomas da Unitins está com inscrições para seleção de interessados em aprofundar os conhecimentos em línguas estrangeiras.

 

“Ontem, tivemos o início da Semana Integrada, que foi mais uma vez, uma grata surpresa, porque trouxe grandes nomes, como a professora Adriana Terra da Unirg e o professor Márcio Silveira, ex-reitor da UFT e ex-colega de Unitins e atual presidente Fapto. E, ao final, tivemos o reitor da UniCatólica e a vice-reitora da Unitins, Darlene Teixeira Castro. Os temas têm abrangência muito interessante para a categoria dos docentes e um estímulo para iniciarmos o ano letivo. A cada ano, melhorando os conteúdos. Parabéns à Gestão Unitins”, avaliou professor Juscelino Brito, do Câmpus Paraíso do Tocantins.

 

A diretora de Assuntos Internacionais, professora Patrícia de Aquino Prudente, lembrou que “as metodologias devem ser aplicadas em qualquer aula, e visam a internacionalização do ensino. Quem se interessar, nós estamos à disposição para realizar atividade em parceria no âmbito da internacionalização”, recomendou.

 

 

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