Professores e acadêmicos da Unitins debatem o abuso e a exploração sexual infantil em escola de Augustinópolis

A ação ocorreu nesta terça-feira, 17, no Colégio Militar La Salle, em Augustinópolis, véspera do Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

Ananda Portilho Maio Laranja 18/05/2022 17:01

Os alunos foram orientados sobre os aspectos legais e de saúde relacionados ao tema (Fotos: Ananda Portilho/Dicom Unitins)


O abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes voltaram a ser discutidos durante mais uma palestra do projeto “Maio Laranja”, promovido pela Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) por meio dos cursos de Direito e Enfermagem do Câmpus Augustinópolis. A ação ocorreu nesta terça-feira, 17, no Colégio Militar La Salle, em Augustinópolis, véspera do Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, datado neste 18 de maio.

A palestra durou cerca de uma hora e alcançou mais de 100 adolescentes da unidade escolar, que foram orientados sobre os aspectos legais e de saúde relacionados ao tema. A ação foi coordenada pela professora de Direito Karla Késsia de Lima Pereira, contando com a participação de acadêmicos dos cursos de Direito e Enfermagem, e ainda a participação da professora Renata de Sá, do colegiado de Enfermagem.

“O índice de pedofilia aqui na região do Bico do Papagaio é muito alto, sei disso porque também advogo, então é muito importante levar informação para essas crianças e adolescentes, pois dessa forma eles saberão como pedir ajuda e como denunciar. A gente também consegue explicar para eles o que, de fato, é o abuso sexual, uma vez que o senso comum acredita que está relacionado somente ao toque, o que não é verdade”, explicou a professora Karla Késsia.

Em um primeiro momento, a palestra abordou todos os conceitos legais do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes, além de falar sobre os sinais que crianças e adolescentes podem apresentar e orientá-los sobre os caminhos para denunciar os atos criminosos. Para a acadêmica do 7º período de Direito  Diane França, que fez a apresentação dessa primeira parte, a ação é extremamente importante no combate a esses crimes.

“É uma temática muito sensível. Muitas pessoas acham que proteger é ficar em silêncio, o que não é verdade. Para proteger nossas crianças e adolescentes a gente precisa falar sobre isso diretamente para elas. Estar aqui na escola, ter esse contato com eles longe do seio familiar é fundamental, pois como os índices desse tipo de violência mostram, a maioria dos agressores está dentro de casa. Então, a criança precisa saber que existe um refúgio, precisa saber que ela pode denunciar e acabar com esse ciclo de sofrimento”, pontuou Diane.

A segunda parte da palestra abordou questões de saúde, frisando a rede de atendimento que existe para atender e encaminhar as vítimas para os órgãos responsáveis. “A unidade básica de saúde e o hospital possuem profissionais preparados para identificar, encaminhar e proteger a vítima. Falar sobre esse aspecto de atendimento na saúde é importante, pois abre mais uma porta para que a vítima possa ser acolhida e formalizar a denúncia. O papel da saúde nesses casos é acolher e notificar. E é sempre importante pontuar a questão do sigilo profissional. Todo o processo de acolhimento e encaminhamento para o Conselho Tutelar ou para a delegacia tem que ser feito em sigilo”, destacou a professora Renata de Sá.

 

Para a orientadora educacional do Colégio Militar La Salle, Ubenária Martins Matias Mendonça, “a parceria entre a Unitins e a escola é muito importante, pois apesar da instituição trabalhar essa temática com os alunos, a presença de outros profissionais com certeza trará grandes resultados”.

A ação também foi aprovada pela aluna Anne Francielly Bezerra, que participou da palestra. “Esse momento contribuiu para me conscientizar e também os meus colegas sobre esse assunto. Todos os anos esse tema é abordado aqui na escola e eu também já tinha lido sobre isso na internet. Acho que falar sobre esse assunto ajuda as pessoas que já passaram por isso, mas não se sentem à vontade para se expor”, disse a menina.

Esta foi a segunda edição do Maio Laranja, que neste ano alcançou mais de 200 estudantes do ensino fundamental em Araguatins e Augustinópolis.

A palestra durou cerca de uma hora e alcançou mais de 100 adolescentes do Colégio Militar La Salle 

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