Professor da Unitins ministra palestra sobre Identidade e Cultura Quilombola em evento do TRE-TO

Evento acontece nesta quarta-feira, 13. Programação é direcionada aos servidores do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins

Carlos de Bayma Institucional 13/10/2021 09:15

O professor doutor Wolfgang Teske, docente dos cursos de Ciências Contábeis, Tecnólogo em Gestão de Agronegócio e Direito do Câmpus Paraíso da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), foi convidado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE/TO) para participar de uma ação do programa permanente “Inclusão Sociopolítica das Comunidades Quilombolas”, que tem como objetivo realizar ações de conscientização, capacitação, mobilização, formação, despertar da consciência cívica e inclusão sociopolítica dessas comunidades.

As atividades se iniciam nessa quarta-feira, 13, às 15h, no auditório do TRE no formato híbrido, com a presença remota do coordenador do projeto, doutor Jean Fernandes Barbosa de Castro, dos juízes eleitorais que possuem comunidades quilombolas em suas jurisdições e demais servidores que tenham interesse e, de forma presencial estarão presidente do TRE, desembargador Helvécio de Brito Maia Neto, o Diretor Geral do TRE/TO, José Machado dos Santos, além dos palestrantes.

Das 16h30 às 17h30, o professor Wolfgang Teske ministrará a palestra “Conhecendo a Identidade e Cultura Quilombola”. Ele explica que “é uma honra participar como alguém que conhece muito bem a questão da identidade e da cultura quilombola devido a esses, praticamente, 18 anos de pesquisa, principalmente com a Comunidade Quilombola Lagoa da Pedra, de Arraias. Durante esses anos publiquei livros sobre o tema. Meu mestrado e doutorado tratam sobre o assunto, em Ciências do Ambiente, focando principalmente a questão da natureza, cultura e sociedade e meio ambiente. E nesse momento, poder compartilhar com esses profissionais, visto que é uma capacitação para servidores, para que eles conheçam a realidade dessas pessoas com as quais terão contato, é gratificante”.

“Esses profissionais muitas vezes vêm de outras regiões do Brasil e não têm ideia da cultura quilombola, que é diferenciada, é diferente, é uma questão de identidade", pontua o docente acrescentando que "poder compartilhar como pesquisador num momento tão importante, valorizando, inclusive, a questão cultural dessas comunidades e mostrando que podemos entender a igualdade na diferença, o respeito na diferença, pois muitas vezes essas comunidades sofrem todo o tipo de preconceito, e precisamos reconhecê-los cidadãos com os mesmos direitos na sua diferença identitária”.

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