Pesquisadores debatem dossiê sobre Infância, Artes e Patrimônios Educativos da revista Humanidades & Inovação

Debate reuniu os organizadores do dossiê, autores, estudantes e interessados na temática

Ruy Bucar CONEXÃO LIVE 13/05/2021 14:42

 

O projeto de extensão Conexão Live realizou mais uma edição com transmissão no dia 29 de abil. Desta vez para debater o dossiê Infância, Artes e Patrimônios Educativos, volumes I, II e III, publicado pela Revista Humanidades & Inovação, publicação científica da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins). O debate reuniu os organizadores do dossiê, professores convidados, estudantes e interessados na temática. A mediação foi da editora da revista, professora Kyldes Batista Vicente, pró-reitora de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários da Unitins. O vídeo completo pode ser acessado aqui.

 

 

“Hoje nós temos a grata satisfação de receber a equipe do mais recente dossiê publicado pela Revista Humanidades & Inovação”, anunciou a professora Kyldes ao apresentar os professores Ednardo Monteiro Gonzaga do Monti, da Universidade Federal do Piauí (UFPI), José Carlos de Melo, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), e Pablo Álvarez Domínguez, da Universidade de Sevilla, Espanha  (Universidad de Sevilla), organizadores do dossiê e responsáveis pela condução do debate. A live contou ainda com a participação de autores que tiveram seus trabalhos contemplados pelo dossiê.

 

 

Ednardo Monti abriu o debate falando dos desafios da produção científica em período de pandemia.  “Podemos celebrar com alegria a vitória desse dossiê”, declarou o professor, acrescentando que participar do dossiê o fez refletir sobre as conexões entre a educação infantil, a infância, as artes e o patrimônio educativo. “Quando uma criança se aproxima da arte ela está se aproximando do mais humano, a arte além de ligar a criança no tempo em relação a outras gerações, também liga no espaço, com pessoas de outras culturas”, destacou.

 

Em sua explanação, o professor Pablo Álvarez Domínguez agradeceu a oportunidade de coordenar o dossiê e parabenizou a decisão da direção da revista por fomentar a internacionalização de um dossiê. “Somente com uma boa interface internacional desse tipo somos capazes de configurar metateorias, aproximações e contribuições para a ciência, que de alguma forma, vai repercutir na construção de um conhecimento muito mais dinâmico, muito mais interativo e sobretudo, muito mais rico”, enfatizou.

 

Domínguez revela que os três pilares contemplados pelo dossiê - infância, arte e patrimônio - constituem para ele, três paixões acadêmicas. “Dizia Rousseau que temos que amar a infância, os seus distintos direitos, para poder amar e reconhecer o valor do ser humano”, comentou complementando que “efetivamente sou um sonhador neste sentido, pois sou amante da infância, o meu primeiro amor acadêmico; o segundo, o amor às artes, tudo aquilo que tem a ver com a estética das artes; e o terceiro, estudo dos patrimônios históricos educacionais”, disse e finalizou ressaltando que vida é história, que história é memória, que memória é patrimônio e patrimônio também é educação.     

 

O professor José Carlos de Melo explicou que o dossiê contempla 90 artigos, três entrevistas, um relato de experiência e uma resenha de um livro. O dossiê foi disponibilizado em três volumes, I, II e III. “Todo este conteúdo vai fazer com que pulse a questão da infância e coloque em evidência as temáticas da infância, das artes e dos patrimônios educativos”, explicou o professor que integra a equipe de organizadores. 

 

Socialização

 

A professora Mônica Appezzato Pinazza, da Universidade de São Paulo (USP), que participou do dossiê como entrevistada, relata que o que mais chamou atenção foi a maneira como se compuseram os eixos temáticos. “Eu consegui identificar uma coisa que vai muito ao encontro do que falou o professor Pablo Álvarez, tirar a criança da instituição, falar das infâncias nos diferentes espaços educativos, falar de uma educação não formal. Bem sabemos que no Brasil, temos dificuldades de tornar nossas cidades acessíveis, de tornar os espaços acessíveis às crianças e penso que esse chamado é uma maneira de indagar sobre isso, criticar essa forma de ‘invisibilização’ da infância”, manifestou a professora.   

 

“Saberes e fazeres docentes na pré-escola: análise no contexto das artes visuais”, foi o tema do artigo escrito pela professora Ione da Silva Guterres, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), contido no volume II. A pesquisadora compartilhou que as ideias que nortearam o artigo surgiram no âmbito dos grupos de pesquisa que a mesma participa. “Os achados da pesquisa revelam que a educadora tem possibilitado às crianças experiências diversas no contexto das linguagens artísticas”, sintetizou a professora, confessando que o resultado superou as expectativas. Seu estudo foi em torno do trabalho de uma professora de artes.

 

A professora Alexandra Lima da Silva, da Universidade Estadual do Rio do Janeiro (UERJ), teve participação dupla no dossiê, publicou artigo “Patrimônio educativo imaterial: relatos de mestres pioneiros sobre aprendizagens iniciadas nas infâncias", escrito em parceria com as pesquisadoras Camila Betina Ropke e Ednardo do Monti, contido no volume I; e foi entrevistada como educadora, para o volume II. “A minha preocupação é como esse patrimônio educativo, como as diferentes memórias e como a própria história da educação chega às nossas crianças e aos nossos jovens?”, indagou respondendo que tem buscado ensinar a história da educação, fazendo uso da literatura e da arte, valorizando a história de vida de mulheres silenciadas.    

 

Finalizando as pesquisadoras Cristiane Dias Martins da Costa e Thays Cristina Ribeiro Alves, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), compartilham o resultado da pesquisa que resultou no artigo “Ludicidade na educação infantil: aprendizagem e desenvolvimento no Centro de Educação Infantil em Codó, Maranhão”, que integra o volume III. Segundo as autoras a pesquisa teve como objetivo verificar a presença da ludicidade no Centro Municipal de Educação Infantil Maria Luiza Araújo Silva (CMEI) em Codó, além de buscar responder a indagação: quais contribuições da ludicidade para o processo ensino aprendizagem na perspectiva dos docentes? “Pudemos presenciar o prazer das crianças em participar daqueles momentos, e no decorrer daquele processo pudemos ver o quanto era enriquecedor para elas”, relatou Thays Cristina ao falar do resultado da pesquisa, em que observou os momentos de socialização do CMEI, por meio das artes.  

 

Conexão Live

É um projeto de extensão da Universidade Estadual do Tocantins, executado pela Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários (Proex), um espaço de debate de assuntos contemporâneos, especialmente os dossiês publicados pela revista Humanidades & Inovação.

 

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