Em live, pesquisador discute medidas protetivas contra a Covid-19

Evento foi realizado nesta quinta-feira, 06, e contou com a participação do médico David Bichara

Ruy Bucar Saúde 07/05/2021 14:20

 

Com a preocupação de socializar conhecimentos produzidos nas pesquisas e ações, o grupo de pesquisa de Doenças Infecciosas e Negligenciadas (DIN), viculado ao curso de Enfermagem/Câmpus Augustinópolis da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), realizou nesta quarta-feira, 05, a live “Covid-19: Prevenção e Diagnóstico”, com a participação do professor, médico e biomédico David Bichara, do Centro Universitário Metropolitano da Amazônia (Unifamaz/AM). A palestra foi mediada pela professora mestra Lilian Natália Ferreira, idealizadora do evento.

 

A vice-reitora da Unitins, professora Darlene Castro, participou da abertura da live e destacou a importância da Universidade compartilhar conhecimentos produzidos pelos seus grupos de pesquisa. “Aproveito para agradecer à Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação pelo incentivo à formação de grupos de pesquisa, ao curso de Enfermagem, todo o seu colegiado e principalmente aos acadêmicos”, declarou a professora, entusiasmada com o que ela chamou de “movimento” dos acadêmicos de Enfermagem no envolvimento com a pesquisa, que ela deseja que continue.

“É muito bacana a gente ver eventos desta magnitude, abordando assuntos tão atuais, envolvendo grupos de pesquisa da nossa Universidade e saber que o que está sendo pesquisado, o que está sendo estudado no contexto da academia, está sendo repassado para a sociedade”, disse o professor Jairo Azevedo, diretor de Pesquisa e que representou a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp) na live. Ele reiterou a recomendação para que os acadêmicos aproveitem as oportunidades de projetos de pesquisa que contribuem com a formação profissional.

 

Em nome dos organizadores, a professora Hanari Tavares, coordenadora do curso de Enfermagem/Câmpus Augustinópolis, agradeceu o apoio institucional da Gestão da Universidade e saudou os participantes, desejando boa palestra a todos.

 

Palestra

 

O palestrante iniciou sua exposição dizendo que toda pandemia tem começo, meio e fim. “Nós temos certeza que em curto espaço de tempo vamos conseguir diminuir os impactos desta pandeia”, declarou o professor, ensinando que três coisas são muito importantes neste processo: como se prevenir, como diagnosticar e como tratar. “Como se prevenir é muito importante, até porque se fizermos bem essa primeira recomendação não vamos precisar diagnosticar nem tratar ninguém”, explicou o médico, lembrando que hoje já se sabe como prevenir.

 

“Obviamente que a melhor arma é a vacina. Porém, como todos nós sabemos, não está disponível em número suficiente para atender toda a demanda no mundo inteiro. Então, nós temos que mudar algumas coisas e isto está relacionado ao uso da máscara. Todo mundo diz 'use máscara'. Temos que mudar este discurso. Use máscara de qualidade e bem ajustada ao rosto”, enfatizou o professor completando que não adianta só usar máscara.

 

Para Bichara, quando se tem uma variante que é mais infecciosa e que transmite mais, é inconcebível continuar usando qualquer máscara e recomendou o uso da máscara "Peça Facial Filtrante (PFF2), que segundo ele, apresenta padrão de segurança confiável. “Vamos esquecer o início da pandemia, quando ela era recomendada somente para os profissionais de saúde e que não era encontrada no mercado e o preço era muito alto. Hoje tudo isso mudou”, explicou.

 

O médico ressaltou que estudos recentes mostram que a principal transmissão da Covid-19 é por meio de aerossóis e não de gotícula, como a comunidade médica imaginava. “Então, se essa transmissão é por aerossóis, nós temos que trabalhar mais o uso da máscara de qualidade”, recomenda. O professor aproveitou para condenar modelos de máscaras que estão no mercado que não oferecem essa segurança. 

 

"Pode-se usar uma máscara cirúrgica?", indagou o palestrante já respondendo que pode, mas ponderou que ela tem uma abertura lateral muito grande e, por isso, recomenda-se usar duas máscaras: a cirúrgica e uma de tecido por cima. Bichara ainda alertou que quando se usa máscara de tecido, essa precisa apresentar pelos menos três camadas. Uma interna de algodão, uma de polipropileno, camada média, e uma externa de poliéster.

 

 

Sobre diagnóstico, o professor enfatizou que é preciso parar e retardar a transmissão. “Precisamos prestar uma assistência de qualidade à população e minimizar os impactos nos sistemas de saúde, serviços sociais e econômicos", pontuou, ressaltando que os testes virais são de suma importância para se salvar vidas. “Temos que entender melhor essa questão de interpretação de testes. Só utilizar testes aprovados pelo Instituto Nacional de Controle em Saúde (INCS), pois temos mais de 175 testes reprovados no Brasil”, alertou.

 

Em sua explanação, o professor fez esclarecimentos sobre isolamento e quarentena, manejo de contactantes, cirurgias eletivas, exames para acompanhamento, recomendações para viagens internacionais, vacinação e imunização. “É muito comum a gente ouvir dizer 'já estou imunizado', não, são coisas diferentes. Vacinação é o ato de aplicar o produto, imunização é quando o organismo responde, ou seja, nem toda pessoa vacinada está imunizada”, alertou esclarecendo que é preciso, também, tomar todos os cuidados para manter a rede de frios da vacina e garantir a sua eficácia.

 

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