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  • 03/04/2019 11:23:00
  • 03/04/2019 11:29:13
  • Charlyne Sueste

Alunos da Unitins avaliam que sistema de cotas contribui para democratizar o acesso ao ensino superior


Câmpus da Unitins em Palmas (Fotos: Nonato Silva/Ascom Unitins)

 

Acadêmicos da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) avaliaram que o sistema de cotas oferecido pela instituição é justo e vem contribuindo para que estudantes de escolas públicas e alunos negros e indígenas possam ter acesso ao ensino superior.

 

“Se não fosse o sistema de cotas, possivelmente não estaria cursando Engenharia Agronômica numa universidade pública. O sistema de cotas me ajudou muito a chegar aqui, pois seria muito difícil ingressar na universidade competindo com estudantes de escola particular que têm um melhor nível de ensino”, comentou Leonardo Vinicius Aires Dias, acadêmico do 1º período de Engenharia Agronômica, 20 anos, natural de Araguaína, egresso de escola pública.

 

“Acho que o sistema cumpre uma função social. Meu projeto de vida é me formar, fazer uma pós e entrar no mercado de trabalho. Recomendo aos alunos de escola pública como eu: estudar muito, ter fé e nunca desistir dos seus sonhos”, complementou Leonardo.

 

Já o universitário do 1º período de Sistemas de Informação Weder Cardoso Tito, 20 anos, natural de Dianópolis, que ingressou pelo sistema de cota racial, disse que independente do sistema de cotas, o segredo é estudar.

 

“Para ser aprovado no vestibular, por qualquer sistema, o segredo é estudar, pois todos os sistemas têm concorrência e quase sempre muito alta. No final, a minha nota me permitiria ingressar pelo sistema de ampla concorrência. Mas acho o sistema de cota justo e avalio que vem contribuindo para democratizar o acesso ao ensino superior”, afirmou Weder.

 

O estudante Felipe Campos Aguiar, acadêmico do 1º período de Sistemas de Informação, 18 anos, natural de Palmas, egresso de escola pública, disse que há uma competição desigual entre os estudantes da rede pública e os da rede particular e que o sistema de cotas ajuda a nivelar a disputa.

 

“O sistema de cotas ajuda os estudantes de escola pública a competir somente com candidatos que também frequentaram a escola pública, do mesmo nível daquilo que você está pretendendo buscar. Não se pode negar que estudantes de escola particular tem outro nível de ensino, o que pode levar a uma concorrência desigual. Considero o sistema justo”, contou Felipe.

 

Desempenho dos alunos

“A Unitins, por ser uma universidade pública, gratuita e de qualidade prima pelo princípio de buscar contemplar a todos independente das condições sociais e econômicas, portanto resolveu adotar o sistema de cotas. Entendo que todas as pessoas têm potencial de produzir conhecimento. O sistema de cotas dá uma abertura melhor para aqueles que teoricamente tiveram menos oportunidades”, disse a diretora de Ensino da Unitins, Elizabeth Maria Lopes Tolêdo.

 

“O que a gente observa é que o desempenho dessas pessoas é tão bom quanto, ou às vezes superior àqueles que entram pela ampla concorrência. O sistema de cotas reforça o papel social da universidade, democratiza o acesso, garantindo oportunidades a todos”, complementou a diretora.  

  

Atualmente, a Unitins oferece 25% das vagas para alunos de escolas públicas e 10% das vagas para estudantes negros e indígenas. A instituição oferta cursos em Araguatins (Letras e Pedagogia); Augustinópolis (Direito, Enfermagem e Ciências Contábeis); Dianópolis (Direito, Administração, Ciências Contábeis); e Palmas (Direito, Serviço Social, Sistema de Informação e Engenharia Agronômica).

 

Dados sobre Cotas

A chance de ter um diploma de graduação aumentou quase quatro vezes para a população negra nas últimas décadas no Brasil. Depois de mais de 15 anos desde as primeiras experiências de ações afirmativas no ensino superior, o percentual de pretos e pardos que concluíram a graduação cresceu de 2,2%, em 2000, para 9,3% em 2017.

 

Apesar do crescimento, os negros ainda não alcançaram o índice de brancos diplomados. Entre a população branca, a proporção atual é de 22% de graduados, o que representa pouco mais do que o dobro dos brancos diplomados no ano 2000, quando o índice era de 9,3%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Texto: Jesuino Santana Jr./Secom

Colaboração: Charlyne Sueste e Ruy Bucar/Ascom Unitins


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