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  • 18/10/2018 11:33:00
  • 18/10/2018 13:56:54
  • Ruy Bucar

Semana de Direitos Humanos tem continuidade com debate sobre processo eleitoral

Roda de conversa foi uma verdadeira aula sobre o trabalho da Justiça Eleitoral para garantir aos brasileiros o exercício dos seus direitos políticos


Magistrados do TRE debatem com acadêmicos da Unitins em roda de conversa sobre processo eleitoral
Magistrados do TRE debatem com acadêmicos da Unitins em roda de conversa sobre processo eleitoral (Foto: Cristian Reurison /Ascom Unitins)

Diretor Geral do TRE José Machado dos Santos diz que brasileiro deve se orgulhar de ter o melhor sistema eleitoral do mundo
Diretor Geral do TRE José Machado dos Santos diz que brasileiro deve se orgulhar de ter o melhor sistema eleitoral do mundo (Foto: Cristian Reurison /Ascom Unitins)

A apresentação do projeto Roda de Conversa com a Justiça Eleitoral marcou o segundo dia da I Semana de Direitos Humanos da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), que teve início na terça-feira, 16, e tem encerramento previsto para esta quinta-feira, 18. 

 

Durante a roda de conversa foram abordados os seguintes temas: a importância do acadêmico no processo eleitoral, acessibilidade, nome social, a segurança da urna eletrônica e fake news. O projeto é uma iniciativa do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), por meio da Escola Judiciária Eleitoral, e busca aproximar a sociedade da Justiça Eleitoral, compartilhando informações e conhecimento sobre o processo eleitoral.

 

“Temos a satisfação de começar este projeto aqui na Unitins que muito tem colaborado com a Justiça Eleitoral”, declarou o diretor geral do TRE, José Machado dos Santos, na abertura da roda de conversa. Para a professora doutora Kyldes Batista Vicente, Pró-Reitora de Extensão, falar de direitos políticos é também falar de direitos humanos. “É uma honra receber o TRE aqui na Unitins para conversamos sobre tudo que diz respeito aos Direitos Humanos”, ressaltou.

O juiz Rubem Ribeiro Carvalho explicou a importância do acadêmico no processo eleitoral, que o Tocantins supera a média nacional em quantitativo de eleitores com curso superior - a taxa do Tocantins é de 17%, a mais alta da região Norte. “Não há como falar de direitos humanos sem falar em democracia. Para haver democracia é preciso ter um bom desempenho político”, ressaltou o juiz explicando que os altos índices de abstenções que tem se verificado são resultado da descrença da sociedade na política e defendeu que é preciso participar.

 

“Acessibilidade é um grande problema de todos os TRE's”, reconheceu o juiz Henrique Pereira dos Santos que informa que em todo o país 940 mil eleitores precisam de recursos de acessibilidade. No Tocantins são 9.620 eleitores portadores de deficiência que tem atendimento prioritário. “Todas as urnas estão preparadas para receber o voto de pessoas com deficiência”, garante o magistrado, diretor executivo da Escola Judiciária Eleitoral (EJE).

 

 

Em sua exposição sobre nome social o analista do TRE-TO, Adilson Cunha Silva, destacou que “direito ao nome é um direito fundamental como o direito à vida” e que com o reconhecimento ao direito do nome social a Justiça Eleitoral está na vanguarda dos direitos da pessoa. O analista explicou que o nome social não é mudança de nome, mas reconhecimento do nome pelo qual o eleitor quer ser identificado. Silva revela que 47 eleitores solicitaram a inclusão e no Brasil já são 6.256 eleitores com inclusão em seus documentos do nome social.

 

 

A segurança da urna eletrônica, tema apresentado pelo coordenador de Suporte e Infraestrutura do TRE Valdenir Borges Júnior, foi um dos temas mais instigantes. Júnior fez um rápido histórico da implantação do sistema eletrônico, que no Tocantins teve início a partir de 1996 e que, segundo ele, de lá prá cá só tem avançado. “São mais de 30 camadas de segurança que garantem a segurança da urna eletrônica”, garantiu explicando que este processo está montado num tripé que compreende tecnologia, pessoas envolvidas e legislação adequada. Ele citou que ao todo são mais de 2,5 milhões pessoas e mais de 2 mil magistrados em todo o país envolvidos com o processo eleitoral.

 

O último tópico da roda de conversa, fake news, apresentado pelo secretário de Tecnologia da Informação do TRE, Jader Batista Gonçalves, chamou atenção para o risco da manipulação da opinião pública a partir de informações falsas que são disseminadas e que podem influir no resultado das eleições. Ele explica que o modelo de conectividade que a sociedade moderna alcançou é o responsável por este fenômeno que atinge todo o mundo. Gonçalves aponta a busca do conhecimento crítico como resposta à superação do fenômeno da fake news.

 

“Nós temos o melhor sistema eleitoral do mundo, devemos reconhecer e ter orgulho dessa conquista”, disse o diretor geral do TRE, José Machado dos Santos, no encerramento da roda de conversa que despertou o interesse dos acadêmicos com questionamentos e manifestações sobre os temas abordados. O auditório completamente lotado, segundo os organizadores, comprovou a assertiva da abordagem do assunto durante a realização da I Semana de Direitos Humanos da Untins.  

  


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