A violência sexual infantil ocorre com mais frequência no ambiente intrafamiliar, por isso não é denunciada em sua grande maioria, mas há casos que são levados para atendimentos de urgência, onde o enfermeiro inserido na equipe multiprofissional realiza o acolhimento. Com isso, surge a necessidade de investigar os fatores que prejudicam o atendimento de enfermagem, dando origem ao objetivo geral dessa pesquisa que é conhecer a prática profissional dos enfermeiros, nas Unidades de Saúde da Família quanto ao atendimento a criança em situação de abuso sexual infantil, no município de Augustinópolis - Tocantins. Trata-se de uma pesquisa exploratória e descritiva, com abordagem qualiquantitativa, desenvolvida através de pesquisa de campo, constituída por uma amostra total de 06 enfermeiras que responderam individualmente a um questionário virtual. Os resultados obtidos mostraram as dificuldades enfrentadas durante o atendimento, entre elas a necessidade de implantar em cursos de capacitação mecanismos de identificação e notificação de possíveis casos de abuso sexual infantil, logo, fica evidente que as dificuldades apontadas ao longo do estudo estão ligadas a falta de qualificação, conhecimento escasso e falta de capacitação sobre a temática. Por meio do presente estudo, foi evidenciado as principais dificuldades no atendimento de enfermagem em casos de violência sexual infantil, dentre as quais foi possível concluir que a falta de capacitação sobre a temática é um fator que pode ser considerado central para o surgimento de problemas durante o atendimento.