A prostituição é definida como a prática de obter remuneração por meio de relações sexuais, sem a necessidade de envolvimento afetivo entre as profissionais do sexo e os clientes. No Brasil, somente em 2002 a prostituição foi reconhecida e regulamentada como uma profissão pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), sendo oficialmente incluída na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). A prostituição é uma atividade complexa e multifacetada que pode ser influenciada por diversos fatores, como violência doméstica, pobreza e falta de oportunidades, que contribuem para a vulnerabilidade das mulheres à prostituição, aumentando assim o risco de infecções sexualmente transmissíveis. Diante desse contexto, o objetivo deste projeto é analisar a vulnerabilidade das profissionais do sexo em relação às ISTs, com foco nas profissionais que exerçam seu trabalho no município de Araguatins-TO. O estudo trata se de pesquisa de campo com abordagem quantitativa exploratória e descritiva, onde a amostra será composta por 30 profissionais do sexo, selecionadas de forma representativa. A coleta de dados será realizada por meio de um questionário disponibilizado através do Google Forms. Os resultados mostraram que 50% das participantes tem entre 23 e 25 anos, 60% das entrevistadas usam álcool no ambiente de trabalho e observou se que as profissionais do sexo com mais tempo de prostituição adotam o preservativo para proteção contra infecções sexualmente transmissíveis. Conclui-se que a indústria do sexo continua a prosperar, colocando essa população em alto risco de vários danos à saúde, incluindo exposição a ISTs, violência e uso de drogas.