A violência sexual é definida como qualquer ato que deixe o indivíduo desconfortável sendo: investidas para praticar o ato sexual sem o consentimento da pessoa, comentários que levem a um constrangimento e desconforto, e qualquer prática para se apropriar ou aproveitar da sexualidade desta, independentemente de qual for o vínculo da vítima com o agressor, praticado em ambiente de trabalho, residência e qualquer outro setor. Objetivo: Investigar os fatores que limitam as mulheres vítimas de violência sexual na busca por serviços de saúde, com o intuito de identificar as principais barreiras e propor estratégias de intervenção. Metodologia: Tratou-se de uma pesquisa de campo de caráter exploratório com abordagem quali-quantitativa. O estudo foi realizado na Universidade Estadual do Tocantins-Unitins do campus Augustinópolis-TO, com 51 estudantes dos cursos de medicina, enfermagem, ciências contábeis e direito. Para a aplicação da pesquisa foi utilizado um formulário eletrônico que reuniu informações sobre violência sexual e assédio. Resultados e discussão: Após a analise dos dados notou se que 64,7% das entrevistadas já sofreram violência sexual, 94, 1% sofreram assédio e 29,4% conhecem as leis que as amparam. Diante das informações obtidas nota-se que muitas mulheres não conhecem os direitos de proteção, possuem dificuldades em procurar ajuda profissional de saúde, principalmente por insegurança, vergonha e medo, tendo em vista que 49% das entrevistadas eram próximas do agressor, tornando ainda mais complexo a resolução da situação. Por tanto, é necessário elaborar estratégias que despertem interesse das mulheres em conhecer as leis e a importância da procura de ajuda profissional.