A violência contra a mulher possui diferentes características e pode se manifestar em insultos verbais, controle econômico e de documentos, privação de liberdade, violência sexual e física. A lei Maria da Penha foi criada com o objetivo de proteger as mulheres vítimas de violência no Brasil. O objetivo deste estudo foi caracterizar a referida legislação e a violência contra a mulher durante a pandemia. Como metodologia, foi adotada a revisão narrativa de literatura. O Brasil é o segundo país do mundo com maior número de casos de feminicídio. Esse contexto indica uma sociedade extremamente violenta e patriarcal. As raízes da violência contra a mulher estão atreladas a uma sociedade machista, para a qual cabe aos homens decidir a respeito do uso do corpo feminino. Entre mulheres em situação de vulnerabilidade social, crianças e idosas, a violência é ainda mais perversa e prevalente, na medida em que não possuem condições de sair do convívio com o agressor. Identificou-se que no Brasil a prevalência de violência contra a mulher idosa está entre 7 e 14% e atinge sobretudo mulheres pobres com pouco tempo de escolaridade. O agressor em geral possui algum vínculo com a vítima, como filhos, cônjuges e amigos da família. Como estratégias de proteção está a escolaridade elevada e a renda.