A atenção à mulher e ao recém-nascido após a alta hospitalar, preferivelmente na primeira semana, é fundamental para a saúde materna e neonatal. A puérpera nesse processo tem o direito de ser acompanhada por profissionais qualificados e atenciosos, com assistência voltada tanto para o fator mulher/mãe quanto para o filho, entendendo que assim como o recém-nascido necessita de avaliação e cuidados minuciosos, a mãe também carece de auxílio para adaptar-se a essa nova fase de constantes alterações. Com base nisto, esta pesquisa teve por objetivo avaliar a assistência no período puerperal realizada nas unidades básicas de saúde de AugustinópolisTO, tendo como roteiro a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da mulher (PNAISM) e os critérios do Ministério de Saúde. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa e quantitativa, com abordagem descritiva e exploratória, realizada por meio da aplicação de formulários virtuais às participantes, sendo a amostra pesquisada constituída por 45 mulheres em período pós puerperal e 4 enfermeiras. Constatou-se que a ausência de protocolos é um dos fatores que desfavorecem a equipe e, consequentemente, a assistência prestada às mulheres, refletindo assim na demora do enfermeiro para realizar as visitas domiciliares, que é uma prática preconizada pelo Ministério de Saúde. Através da pesquisa, concluiu-se que o acompanhamento puerperal não está sendo realizado de forma eficaz/humanizado pelos profissionais das unidades de atenção primária, uma vez que a assistência a essas mulheres, vem sofrendo várias interferências, que começam desde a sua primeira consulta gestacional e perduram até o fim do período puerperal.