A vida da mulher é marcada por desigualdades que as tornam um grupo susceptível a exposição de danos físicos ou morais. Quando inseridas em sistema carcerário, possui suas vulnerabilidades agravadas em decorrência das péssimas condições de saúde do ambiente que não é saudável para a fase gravídico puerperal. Este estudo tem como objetivo geral analisar a estrutura física e qual o tipo de assistência é prestada à atenção obstétrica nos presídios brasileiros segundo a literatura. Os objetivos específicos são, certificar se é feito o acompanhamento médico e do enfermeiro no pré-natal e pós-parto, descrever de que maneira é realizado o parto e verificar se os presídios oferecem um ambiente apropriado e confortável para a mãe e o recém-nascido. O método utilizado foi a revisão integrativa de literatura, onde após buscas e leitura detalhada, selecionou-se 10 artigos para compor os resultados. Nota-se que a ausência de infraestrutura ideal dos presídios para abrigar e realizar procedimentos hospitalares, bem como, o preconceito de servidores diante a mulher presa simplesmente por sua condição de criminosa, é o motivo que eles não prestam um atendimento eficaz. Conclui- se que a mulher que vivencia o ciclo gravídico puerperal em sistema prisional, não é bem assistida. Visando a assistência integral e de qualidade a este grupo, os Ministérios da Saúde e Justiça, precisam trabalhar em concordância para melhorar a estrutura das unidades prisionais, trazendo materiais e ofertando capacitações periódicas a equipe multidisciplinar de saúde e aos agentes penitenciários, afim de garantir os direitos materno infantil.