O presente estudo analisa a atuação do Serviço Social na intervenção com autores de violência doméstica, com ênfase nos grupos reflexivos como estratégia de responsabilização e transformação social. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de caráter exploratório, fundamentada em revisão bibliográfica de autores que discutem patriarcado, violência de gênero, masculinidade hegemônica, Lei Maria da Penha e fundamentos do Serviço Social. Discute-se a violência contra a mulher como fenômeno histórico, estrutural e socialmente construído, bem como o papel das políticas públicas no enfrentamento dessa problemática. Os grupos reflexivos são analisados como dispositivos socioeducativos que ultrapassam a lógica punitiva, promovendo a responsabilização dos homens autores de violência e a ressignificação de práticas e comportamentos. Conclui-se que a atuação do assistente social nesses espaços é fundamental para a construção de intervenções críticas, éticas e comprometidas com a equidade de gênero, a prevenção da reincidência e a efetivação dos direitos das mulheres.