O presente artigo analisa o encarceramento feminino no estado do Tocantins, a partir de uma perspectiva crítico-dialética sobre o Estado, as práticas punitivas e a criminalização da pobreza na sociedade capitalista. O estudo evidencia como as desigualdades de classe, raça e gênero atravessam a realidade das mulheres privadas de liberdade, destacando o crescimento do encarceramento relacionado, principalmente, ao tráfico de drogas e à vulnerabilidade social. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica e documental. Conclui-se que o encarceramento feminino reflete a intensificação das desigualdades sociais e a insuficiência de políticas públicas voltadas às mulheres em situação de privação de liberdade.