Este trabalho teve como objetivo analisar as percepções dos agricultores familiares de duas propriedades e de um assentamento de reforma agrária na região norte do Tocantins, especificamente nos municípios de Paraíso do Tocantins e Caseara, em relação à qualidade do solo. Considerando o conhecimento científico, a qualidade do solo tem sido definida através do desempenho de suas funções ecossistêmicas, sobretudo aquelas relacionadas à promoção do crescimento e desenvolvimento dos vegetais e tem sido mensurada por meio de diferentes parâmetros, tais como disponibilidade de água e nutrientes. Entretanto, a percepção dos agricultores, considerando fundamentalmente a sua vivência e experiência sobre esse tema tem sido negligenciada, por isso, avaliar a percepção de agricultores familiares sobre qualidade dos solos identificar e compreender os parâmetros que eles utilizam para classificar a qualidade do solo torna-se essencial a fim de comparar com o conhecimento científico. Para tanto, entrevistas foram realizadas com 1 questionário, contendo 8 questões de múltipla escolha e 1 questão discursiva foram utilizados a fim de identificar a percepção dos entrevistados sobre a QS utilizando como critérios de seleção de entrevistados, um período mínimo de dez anos de experiência com agricultura. Os resultados indicam concordância entre a percepção dos agricultores sobre a qualidade do solo e aquela sistematizada pela ciência. Este estudo destaca a relevância do conhecimento empírico acumulado ao longo do tempo pelos agricultores familiares, destacando a importância de integrar essas perspectivas com o conhecimento científico.