Estudos a respeito da escolha adequada da época de plantio e o manejo das condições de armazenamento são fatores que influenciam diretamente o acúmulo de reservas e a tolerância das raízes à deterioração fisiológica pós-colheita. O presente estudo avaliou a influência de duas épocas de plantio e de dois métodos de armazenamento na deterioração fisiológica pós-colheita (DFPC) de raízes de mandioca da cultivar BRS 397, cultivadas no município de Paraíso do Tocantins, no Vale do Araguaia. O experimento foi conduzido com plantios realizados em janeiro e março de 2025, utilizando-se preparo convencional do solo, irrigação por gotejamento e adubação adequada. Após a colheita, aos 233 e 172 dias após o plantio, respectivamente, as raízes foram armazenadas em ambiente ventilado ou acondicionadas em sacos de polietileno de baixa densidade. A DFPC foi avaliada por 16 dias mediante análise visual baseada em escala ordinal adaptada de Wheatley (1987), considerando alterações de coloração, odor, exsudação e textura. Os resultados indicaram que raízes provenientes do plantio de janeiro apresentaram deterioração mais acelerada, possivelmente em função das condições mais úmidas durante o desenvolvimento vegetativo, enquanto o plantio de março resultou em raízes mais firmes e resistentes. O armazenamento em ambiente ventilado retardou significativamente o processo deteriorativo quando comparado ao acondicionamento em sacos plásticos, que favoreceu escurecimento e fermentação precoces. Conclui-se que o plantio em março, associado ao armazenamento em local coberto e ventilado, constitui estratégia eficiente para prolongar a conservação pós-colheita dessa cultivar na região estudada.