O artigo aborda o problema central de investigação "Quais os rebatimentos da alienação parental perante a necessidade de defesa, garantia e ampliação dos direitos da criança e do adolescente?" buscando compreender as múltiplas dimensões sob a perspectiva crítica. Parte-se de uma análise das concepções teóricas de infância e adolescência, bem como das relações familiares e parentalidade. A alienação parental é apresentada como uma expressão da questão social, abordando suas implicações legais e aspectos objetivas e subjetivas. Enfatizamos a importância de reconhecer a criança e ao adolescente como sujeitos de direitos diante as complexas dinâmicas familiares. A metodologia utilizada foi a análise de conteúdo sob a perspectiva da teoria social crítica, baseando o estudo de natureza exploratória e bibliográfica, contendo a seleção de publicações com recorte temporal a partir de 2010, quando da promulgação da Lei de Alienação parental. Através dessa análise, o estudo apresenta base para reflexão sobre a alienação parental, a qual reflete não apenas tensões individuais, mas também lógicas estruturais do capitalismo que moldam as relações sociais e reflete sobre o impacto do conservadorismo e do familismo como ideologias que perpetuam as desigualdades estruturais transversalmente influenciada pelas dimensões de classe, raça/etnia e gênero/sexo.