Este artigo analisa, por meio de uma revisão bibliográfica e análise de discurso, os ataques sofridos por acampamentos vinculados a movimentos de luta pela terra no Brasil. A pesquisa utiliza fontes jornalísticas e documentos institucionais para compreender os conflitos agrários, destacando as condições de vida dos trabalhadores rurais e a relevância da Reforma Agrária como instrumento de justiça social. A partir de um referencial teórico fundamentado no materialismo histórico-dialético, a análise explora as raízes estruturais da concentração fundiária, associando-a às dinâmicas do capitalismo dependente no Brasil. A pesquisa revela como a exclusão territorial e os conflitos fundiários refletem as desigualdades sociais e econômicas, examinando especificamente o caso do acampamento Clodomir Santos de Morais, no Tocantins, onde famílias enfrentam violência e grilagem de terras. O estudo está estruturado em três seções: a primeira aborda as desigualdades históricas e os desafios da questão agrária brasileira; a segunda discute os conflitos e a resistência no acampamento Clodomir Santos de Morais; e a terceira apresenta as considerações finais, enfatizando a importância de políticas públicas inclusivas. Ao analisar o discurso midiático e os relatos dos movimentos sociais, o artigo contribui para o debate sobre justiça social e o papel da Reforma Agrária como estratégia para reduzir as desigualdades no campo, fortalecendo a luta por dignidade e direitos dos trabalhadores rurais.