A violência doméstica contra a mulher constitui uma questão central no campo do Serviço Social, refletindo as estruturas patriarcais da sociedade brasileira, se situando como uma expressão multifacetada da questão social, marcada por intersecções de gênero, raça e classe. Este estudo analisa a produção de conhecimento publicada na revista Serviço Social & Sociedade entre 2015 e 2025, buscando identificar tendências teóricas e contribuições para a prática profissional. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter descritivo, baseada em revisão narrativa e análise de conteúdo de sete artigos selecionados. A discussão revela o desafio da invisibilidade de certas violências, como a conjugal lésbica, e aponta o uso da mediação de conflitos em processos judiciais como um limite, pois reatualiza o conservadorismo ao ignorar a desigualdade de poder. Conclui-se que o Serviço Social deve materializar seu Projeto Ético-Político, exigindo a adoção imperativa da perspectiva feminista marxista de gênero para a construção de práticas emancipatórias e intersetoriais. A pesquisa destaca-se pela relevância social, acadêmica e profissional, ao fortalecer o debate sobre a violência de gênero e subsidiar a atuação do assistente social na promoção dos direitos das mulheres.