O câncer do colo do útero (CCU) é uma doença causada pela infecção persistente por tipos oncogênicos do Papiloma Vírus Humano (HPV), caracterizada pelo desenvolvimento lento e associada a altas taxas de mortalidade, especialmente na população feminina mundial. No Brasil, apesar da queda da mortalidade em algumas regiões, a adesão ao exame preventivo Papanicolau, fundamental para a detecção precoce e redução da incidência, ainda é insuficiente, principalmente em áreas do interior da Região Norte. Este estudo teve como objetivo identificar os fatores que influenciam a adesão das mulheres ao exame preventivo do CCU por meio de uma revisão integrativa da literatura, utilizando as bases SciELO e PubMed, com artigos publicados entre 2020 e 2024. Os resultados indicam que a adesão ao exame é multifatorial, envolvendo barreiras educacionais, culturais, socioeconômicas, emocionais e organizacionais. O desconhecimento sobre a importância do exame, o medo, a vergonha, e a falta de confiança nos profissionais de saúde são fatores recorrentes que dificultam a realização do exame. Além disso, falhas estruturais no sistema de saúde, como falta de insumos e longos tempos de espera, também impactam negativamente a adesão. Intervenções educativas, acolhimento humanizado e o fortalecimento do vínculo entre enfermeiros e mulheres são apontados como estratégias eficazes para melhorar o rastreamento. O estudo destaca a necessidade de políticas públicas que garantam equidade no acesso aos serviços de saúde, além do uso de tecnologias digitais para ampliar a conscientização e o empoderamento das mulheres quanto à prevenção do câncer cervical.