A hanseníase tem como causador o Mycobacterium leprae (M. leprae), que afeta pele, nervos periféricos e órgãos internos, causando incapacidades físicas. O Brasil é um dos países que mais notifica novos casos confirmados e Tocantins é considerado hiperendêmico pelos índices elevados. O objetivo do estudo é analisar o perfil clínico e epidemiológico, caracterizar um perfil sociodemográfico, identificar a distribuição espacial e temporal dos casos de hanseníase na região do Bico do Papagaio, Tocantins, Brasil entre 2015 e 2024. Realizou-se um estudo epidemiológico, descritivo, retrospectivo, seccional e quantitativo, com análise de dados secundários obtidos no SINAN. Registrou-se 769 casos notificados, demonstrando maior proporção no sexo masculino (63%; N=485), faixa etária de 40 a 59 anos (34%; N=261), escolaridade 1º ao 4º série incompleta do Ensino Fundamental (24%; N=182), casos multibacilares (78,8%; N=606), grau de incapacidade física ignorado/branco (38,2%; N= 294), forma clínica dimorfa (43,3%, N=333), taxa de detecção de 39,06/100 mil habitantes, superior para casos multibacilares (30,78/100 mil hab.), grau de incapacidade física ignorado/branco (14,93/100 mil hab.), forma clínica dimorfa (16,91/100 mil hab.), taxa de detecção no Bico do Papagaio superior em Maurilândia (95-116) e taxa de detecção anual superior no ano de 2018 (57,90/100 mil hab.) e menor em 2020 (26,41/100 mil hab.) e 2021 (26,41/100 mil hab.).