Embora o nascimento seja um evento natural e esperado, também pode despertar sentimentos de ansiedade e angústia, especialmente por ser um processo, muitas vezes, imprevisível e árduo, o que pode ocasionar o medo do parto. Este estudo teve como objetivo identificar, na literatura, a prevalência e os fatores associados ao medo do parto. Trata-se de uma revisão integrativa de literatura com buscas conduzidas nas PubMed, BVS e SciELO, na qual foram utilizados descritores relacionados ao medo do parto, prevalências e fatores associados. Foram critérios de inclusão: artigos publicados em português ou inglês que abordassem a prevalência e/ou os fatores associados ao medo do parto e que envolviam mulheres em idade reprodutiva, gestantes ou puérperas. Após a triagem e análise, foram selecionados 20 estudos, que englobou diferentes países e contextos culturais. Os resultados indicaram que a prevalência do medo do parto variou de 7,9% a 61,5% (leve a severo), enquanto casos mais graves, como a tocofobia, ocorreram entre 5,3% a 25,5%. Os principais fatores associados foram os socioeconômicos, obstétricos, psicológicos/emocionais, relacionais, comportamentais e de saúde, além de alguns medos específicos. Além disso, constatou-se que o medo do parto é um fenômeno multifatorial, o que pode gerar insegurança e dificultar o enfrentamento da gestação e do parto. Destarte, conclui-se que o rastreio e identificação precoce desses fatores é essencial para orientar intervenções preventivas, bem como proporcionar o suporte necessário para reduzir ou amenizar os impactos negativos dessa condição na experiência do parto e na saúde materno-infantil.