Introdução: O envelhecimento da população brasileira tem provocado um aumento na prevalência de alterações fisiológicas, entre elas a fadiga crônica, que afeta a força muscular e o desempenho funcional em idosos. A fadiga pode ser subdividida em fisiológica e cognitiva, ambas impactando negativamente a qualidade de vida e a autonomia da pessoa idosa. Objetivo: Avaliar a presença de sintomas de fadiga crônica em mulheres idosas e verificar sua correlação com o nível de atividade física, o índice de massa corporal (IMC) e a força de preensão palmar. Método: Trata-se de um estudo de campo, com abordagem quantitativa e delineamento transversal, conduzido no campus Augustinópolis da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins). Participaram 47 mulheres idosas com idade igual ou superior a 60 anos. Os dados foram coletados por meio do Inventário Multidimensional de Fadiga (MFI), do Inventário Breve de Fadiga (BFI), do Questionário de Baecke Modificado para Idosos e do teste de força de preensão palmar com dinamômetro manual. Resultados: Os resultados revelaram que o grupo de idosas entre 70 e 79 anos apresentou força muscular significativamente menor e maiores níveis de fadiga em comparação com o grupo de 60 a 69 anos. A correlação entre presença de sintomas de fadiga e força de preensão palmar foi estatisticamente significativa. Não foram encontradas diferenças significativas no IMC e no nível de atividade física entre os grupos, embora ambos apresentem valores compatíveis com sobrepeso e baixos níveis de atividade. Os achados sugerem que o envelhecimento, independentemente do IMC ou da atividade física autorreferida, exerce impacto negativo sobre a força muscular e os níveis de fadiga. A presença de sobrepeso combinada à baixa força pode indicar obesidade sarcopênica, um fator de risco para fragilidade e declínio funcional. Conclusão: O presente estudo evidenciou que o envelhecimento exerce influência significativa sobre a força de preensão palmar e os níveis de fadiga em mulheres idosas. Participantes com idade entre 70 e 79 anos apresentaram menor força muscular e maior fadiga percebida em comparação com aquelas entre 60 e 69 anos. Além de uma correlação inversa entre as duas variáveis.