Introdução: O traço falciforme é uma condição causada por uma mutação da hemoglobina, levando à formação de uma molécula variante, a hemoglobina S (HbS). A sua prevalência entre doadores de sangue no Brasil é maior em homens e presente em 2,49% da população nacional. Objetivo: Investigar o perfil epidemiológico do traço falciforme em unidades de coleta de sangue nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, com base na literatura científica, a fim de analisar a frequência dessa condição genética na população das referidas regiões. Método: Trata-se de uma revisão de literatura, do tipo narrativa. As buscas na foram realizadas em seis bases de dados, utilizando os seguintes Descritores em Ciências da Saúde (DeCS/MeSH): Sickle Cell Trait, Blood Donors e Brazil, aplicando-se os operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos artigos originais do tipo qualitativo e quantitativo realizados em hemocentros, revisões sistemáticas com ou sem metanálises, estudos de caso e notas técnicas publicadas de 2014 a 2024 em inglês ou português. Foram excluídos estudos duplicados, trabalhos de conclusão de curso, dissertações de mestrado e teses de doutorado. Resultados: Foram selecionados 10 artigos, dos quais dois referem-se a estudos realizados na Região Norte e oito referem-se a estudos na Região Nordeste. Nos hemocentros da Região Norte há uma prevalência de 1,3 a 1,41% de doadores afetados pelo alelo HbAS, com predomínio de pretos e pardos do sexo masculino, enquanto na Região Nordeste há uma prevalência variável de 0,79% a 3,92% de portadores do traço falciforme, predominando homens pardos ou mestiços com idade entre 20 e 40 anos. Conclusão: Observa-se um padrão epidemiológico semelhante nas regiões Norte e Nordeste, com predominância de doadores masculinos e de etnias parda e mestiça. Além disso, há escassez de estudos sobre o traço falciforme nessas regiões, evidenciando a necessidade de mais pesquisas sobre o tema.