O estudo busca demonstrar os principais investimentos públicos do Poder Executivo do Estado do Tocantins em medidas de eficiência energética e seus impactos na ODS 07. A análise foi realizada por meio de revisão bibliográfica derivada de estudos anteriores e documental por meio do acesso aos instrumentos de planejamento e relatórios institucionais. Os achados visam explorar os benefícios da sustentabilidade energética, o investimento público, o impacto das ações no cumprimento das metas da agenda 2030. Diante desse cenário, esta pesquisa se propõe a investigar o papel dos investimentos públicos na implantação e expansão de infraestrutura com eficiência energética nos órgãos do poder Executivo estadual e a apresenta o seguinte problema de pesquisa: Quais são os principais investimentos públicos do Poder Executivo do Estado do Tocantins em medidas de eficiência energética e seus impactos na ODS 07?. Ao analisar os instrumentos de planejamento, fica claro que há uma lacuna entre o planejamento e a implementação, pois tanto, o PPA, LDO e LOA transparecem apenas uma necessidade normativa em cumprir regras orçamentárias, no entanto, não demonstram com clareza ações e impactos em relação as causas sustentáveis, apresentando um foco repetitivo de informações nos instrumentos de planejamento, anos após anos sobre incentivos fiscais e parcerias público-privadas. Em relação aos impactos da agenda 2030, observa-se que há uma grande distorção no que é evidenciado em mídias, em relação ao que realmente é cumprido e demonstrado em relatórios institucionais. Já no escopo das políticas públicas, os resultados mostram que apostar em eficiência energética pode trazer um combo de vantagens: Economia de custos, redução das emissões de gases de efeito estufa e até impulsionar a economia local. Programas como o PROINFA e o PROCEL já mostraram que políticas públicas bem planejadas podem dar certo, mas, no Tocantins, ainda falta alinhamento estratégico. Por fim, sem uma infraestrutura robusta e políticas bem alinhadas, o potencial energético acaba ficando subutilizado. Isso gera maiores custos ao setor público e privado. Além disso, a falta de transparência inibe o poder da instrumentalização do controle social, deixando a sociedade sem informação e sem força de controle sobre as ações e políticas públicas de desenvolvimento sustentável.