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Debate sobre barragens e mudanças climáticas destaca desafios e justiça hídrica no Cerrado tocantinense

Durante o IX Colóquio Interdisciplinar de Ensino, Pesquisa e Extensão, especialistas discutem os impactos sociais, ambientais, econômicos das barragens e a urgência da proteção dos recursos hídricos da região

Palestrantes debateram sobre os efeitos socioambientais das barragens e as consequências das mudanças climáticas no Tocantins (Fotos: Cyarla Barbosa/Dicom Unitins)


A III Semana de Ciência, Tecnologia e Inovação da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) traz em sua programação uma diversidade de atividades, discussões, projetos desenvolvidos por acadêmicos, docentes e participantes do evento, que ocorre dos dias 20 a 24 de outubro no Câmpus Palmas. 

Durante o IX Colóquio Interdisciplinar de Ensino, Pesquisa e Extensão são apresentadas mesas redondas, oficinas, palestras magnas, exposições, feiras de extensão, entre outras atividades. Na manhã desta quarta-feira, 22, o momento foi marcado pela mesa redonda, “Barragens e Mudanças Climáticas: impactos, adaptação e justiça hídrica no Cerrado tocantinense”. 

A mesa de debates foi composta pelos palestrantes, Atamis Foschiera, doutor em Geografia e professor assistente da Universidade Federal do Tocantins (UFT), diretor executivo da ONG Água Doce/Taquaruçu Grande, Ruy Bucar, docente da Unitins, Thaysi Andrade e mediada pela coordenadora do Núcleo de Estudos em Direitos Humanos da Unitins (Nedih), Marcela Barreto da Silva Oliveira. 

Uma das discussões focou na apresentação do surgimento, construção e os impactos causados pelas barragens e dos movimentos sociais que lutam pela defesa de seus territórios. “Os impactos dos grandes empreendimentos hidrelétricos se encontram na nossa região e isso tem marcado muito as movimentações em escala nacional, especificamente aqui no Tocantins e em Palmas. Então, tanto os impactos sociais como ambientais precisam ser discutidos, aprofundados e o evento trata da questão da água, esse é um elemento importante que mexe com a economia da cidade e com a vida dos moradores de Palmas e região”, explicou o palestrante e professor assistente da UFT, Atamis Foschiera. 

O também palestrante e diretor executivo da ONG Água Doce/Taquaruçu Grande, Ruy Bucar, comentou sobre as ameaças que o território de Taquaruçu Grande sofre e das mudanças climáticas atuais.

“Nós trouxemos um exemplo bem concreto dos impactos ambientais e da crise climática que sofremos aqui em Palmas. Na mesa redonda, falei do território de Taquaruçu Grande, que tem uma importância para a capital, porque ali está a bacia que abastece a cidade. O córrego em alguns lugares já cortou, hoje a grande ameaça é o avanço da especulação imobiliária e do outro lado a monocultura e nós nos preocupamos com a destruição. Por isso, trouxemos essa reflexão, da necessidade de proteger nosso território, porque  estamos sofrendo na pele os reflexos desses impactos, e precisamos tomar uma decisão para cuidar do nosso patrimônio ambiental”, afirmou Ruy.