II Festival de Cultura Internacional da Unitins traz programação diversificada
Palestra em Libras e oficina de fotografia integraram as atividades da manhã, no Câmpus Palmas

Acadêmicos e professores prestigiam as atividades no período matutino (Foto: Nonato Silva/Dicom Unitins)
O II Festival de Cultura Internacional da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) teve início na manhã desta segunda-feira, 27, no Câmpus Palmas. O evento é uma iniciativa do Centro de Idiomas, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários, em parceria com a Diretoria de Assuntos Internacionais (Drint). Palestra sobre a cultura surda e oficina de fotografia integraram a programação da manhã.
O professor Sérgio Gomes Silva (UFT) apresentou a palestra “Cultura surda e importância da Libras”, ministrada na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Durante a palestra, Sérgio falou das dificuldades enfrentadas ao longo de sua formação e deu sugestões de como as universidades podem se tornar mais inclusivas.

Professor Sérgio ministra palestra sobre a cultura surda
A intérprete de Libras e professora do Centro de Idiomas, Maria Pilar Basso, destacou que a plateia teve uma boa receptividade. “Um professor surdo formado dentro de uma universidade, falando da sua língua, do uso da sua língua, a Língua Brasileira de Sinais, explicando a importância da sua língua materna, que é a L1, e a língua portuguesa escrita, sua segunda língua, foi um momento enriquecedor. Eu achei a interação maravilhosa, os alunos participaram de forma ativa com perguntas, questionamentos e observações”, avaliou.
A acadêmica do 2º período de Pedagogia/Câmpus Palmas Ana Vitória Câmara afirmou que o professor deve buscar, em sua formação, maneiras de serem mais inclusivos. "Eu já tenho contato com Libras como aluno do Centro de Idiomas, e acredito que é algo que o professor deve buscar, pois entender a língua é uma parte muito importante para a nossa profissão, pois nos permite interagir com os alunos surdos".
O segundo momento contou com a oficina “Fotografia de rua pelo mundo: teoria e prática”, ministrada pela diretora de Assuntos Internacionais, Patrícia de Aquino. Ela revela que, além de professora, também é fotógrafa. “Faço parte de um coletivo de pesquisa e prática fotográfica da UFT chamado 50 graus. E a fotografia de rua é um estilo fotográfico que consiste em fotografar a vida, as pessoas, tudo que habita na rua”, explicou. Ao longo da oficina foram mostradas as fotografias que a diretora fez em suas viagens por diversos países e os participantes também tiveram a oportunidade de fazer suas próprias fotos utilizando o telefone celular.
“Eventos como esses ajudam a consolidar ao longo do tempo o interesse pela cultura internacional que vai proporcionar para a nossa comunidade acadêmica uma visão de mundo internacionalizada, para uma cidadania global e gerar interesse para que as pessoas estudem outros idiomas e estejam mais preparadas para quando for fazer um intercâmbio ou ter experiência de morar fora do Brasil”, reforçou Patrícia.
A diretora de Assuntos Estudantis e Esporte, Ana Márcia Pereira Gurski, frisa que o Festival visa o conhecimento cultural e Linguístico entre os países. “É uma viagem de aprendizado com programação diversificada, que inclui palestras, roda de conversa e oficinas”.
A programação do evento terá abertura oficial no período da noite, com apresentações culturais e a mesa-redonda “Explorando caminhos literários: uma roda de conversa sobre técnicas práticas para aprimorar a escrita criativa”.